Road Trip: de São Paulo a Paraty


Road Trip: de São Paulo a Paraty

Visitei Paraty pela primeira vez quando eu tinha uns 7 anos, e aquele lugar me marcou: me lembro das ruas de pedra, casas coloridas, água do mar cristalina e quentinha e me lembro até das lindas janelas azuis da pousada onde ficamos hospedados…não sei porque me lembro de tanto detalhes assim peculiares, mas o fato é que depois de já crescida sempre tive em mente voltar para Paraty. A ideia sempre foi ir de carro, partindo de Sampa e parando em algumas cidades interessantes pelo caminho – só me faltava mesmo a oportunidade ‘perfeita’ para esta road trip para Paraty.

Eis que em dezembro de 2017 eu estava no Brasil e tudo estava favorável: meu marido também foi para passar algumas semanas em São Paulo, eu estava com tempo e era quase verão [a temperatura estava super agradável!]. Então planejei um roteiro, fizemos as malas e caímos na estrada. A ideia principal era seguir a viagem de ida mais pelo interior do estado e depois voltar pelo Litoral, parando por cidades que eu já conhecia e queria mostrar ao Richard e outras que ainda não havia passado. Foram quase 800km bem rodados em 1 semana!

Então, o roteiro de ida [Sp – Paraty] ficou assim: SP – CAMPOS DO JORDÃO – CUNHA – PARATY.

Já a volta foi: TRINDADE – PICINGUABA – ILHABELA – SÃO SEBASTIÃO – JUQUEHY – GUARUJÁ

# PRIMEIRo destino: CAMPOS DO JORDÃO

Em uma manhã ensolarada partimos de São Paulo direto para Campos do Jordão: em 3 horinhas você chega lá. Há anos eu queria conhecer Campos do Jordão e sei que a época mais interessante é o Inverno, mas devo dizer que gostei bastante de ir fora da época. Nada estava lotado, encontrei um hotel ótimo por um bom preço e a noite estava um friozinho bem gostoso [como toda cidade montanhosa]. Ficamos por apenas 24 horas na cidade mas devo dizer que pra nós foi suficiente: dá tempo de conhecer tudo tranquilamente, a menos que você queira fazer alguma atividade muito específica que tome mais tempo.

O QUE FAZER EM 24 HORAS EM CAMPOS DO JORDÃO?

Chegamos em torno da hora do almoço e já logo fomos comer e beber algo típico: no centrinho de Capivari [o bairro mais bonitinho de Campos de Jordão, aquele com as construções típicas] encontramos um lugarzinho legal pra comer umas salsichas e beber umas cervejas alemãs sentadinhos na calçada.

Depois demos umas voltas pelas lindas ruas do centrinho de CAPIVARI, observando a arquitetura típica das construções de influência alemã: é muito interessante ver a estrutura das construções que se chamam Enxaimel. Na ALSÁCIA também se encontra exemplares deste tipo, já que é uma região com enorme influência alemã. Esta parte da cidade é realmente um encanto! Na avenida principal, bem como nas ruas perpendiculares, está cheio de lojas com produtos típicos, lojas de souvenirs, cafés, restaurantes e até algumas chocolaterias – além claro, de lojas de roupas, calçados e outras coisas do tipo.

Fomos até o TELEFÉRICO da cidade e surpriiiiiise: estava fechado para manutenção. Eu e o Richard não damos sorte com teleféricos [na ESLOVÊNIA aconteceu a mesma coisa!]. Mas não foi viagem perdida [nunca é], já que no local tem um mirante com uma vista espetacular sobre a cidade.

De lá seguimos para o BOSQUE DO SILÊNCIO, um bosque mega bonito, super agradável para caminhar em meio a um enorme espelho d’água e também por espécies de plantas e árvores nativas da Serra da Mantiqueira: as Araucárias são simplesmente lindas!. Lá tem atividades como arborismo, tirolesa e até aulas de yoga aos sábados. Depois tomamos um cafezinho coado, feito com grãos lá da região: gostei tanto que até levei um pacote pra casa! Agora me perguntem se me lembro o nome do café…

Outras atividades muito legais para se fazer em Campos: city tour com o Trenzinho da Montanha [amo isso, sempre embarco!], visitar a fábrica da Cervejaria Baden Baden, conhecer o Museu do Chocolate e comer pratos com Truta e Pinhão [são ingredientes típicos dessa região]. Fondue? Não comi – passo!

Depois de passear bastante e descansar um pouquinho, voltamos para o centrinho de Capivari [ficamos hospedados neste bairro]: primeiro paramos na Baden Baden para experimentar umas cervejas [a Weiss e a Bock acho ótimas, mas eu já as conhecia], depois tomamos uma caipirinha [ruim!] e comemos uns Bolinhos de Arroz [também ruins!] em um dos muitos bares que tem por ali e demos uma rodada procurando um lugar para jantar. Sempre tenho algum receio em encontrar bons restaurantes em cidades muito turísticas, ainda mais quando estão localizados nas ruas principais, então demos umas voltas pelas ruas mais escondidinhas – sempre acho que lá é que estão os bons restaurantes [e na verdade, estão mesmo]. Encontramos um lugarzinho aconchegante para comer uma Truta com Crosta de Pinhão – nada especial, mas bom. Aliás, achei tudo muito absurdamente caro em Campos do Jordão, do tipo fora da realidade mesmo…


# segundo destino: paraty

No segundo dia de viagem partimos logo após  o café da manhã [por sinal delicioso, com uma putsa vista, tapioca, pão de queijo, cafezin…] com destino a Paraty, mas como no meio do caminho [2 horas de viagem] está CUNHA…paramos por lá! Minha intenção principal era, além de ver o centro da cidade, ir até o maravilhoso Lavandário e depois almoçar em um restaurante que eu já conhecia, porém…..como era ‘fora de temporada’ ambos estavam fechados. Uma pena, pois o LAVANDÁRIO DE CUNHA é um dos lugares mais especiais que já visitei no mundo – realmente tem algo diferente naquele lugar…na verdade: naquela região! Então vimos o centro da cidade, visitamos o minúsculo porém interessante MERCADO MUNICIPAL DE CUNHA, nos contentamos com uma coxinha + tubaína para o almoço e seguimos para PARATY: são apenas 40km e demoramos 2 horas, pois parte daquela estrada é realmente sinistra e estava uma neblina intensa. Aliás, uma DICA: a 1 km do Lavandário, na estrada sentido Paraty, tem um lugar chamado Fazenda Aracatu – vale a pena parar se quiser comprar uns produtos regionais deliciosos a bom preço [tem sorvetes incríveis feitos com o leite das vacas que eles criam nessa fazenda] e um café muito bom que você pode degustar em uma varanda super cool quase no meio do mato. Ah, e não deixe de parar nos mirantes que tem na estrada – o visual para as ‘montanhas encantadas’ da Serra da Mantiqueira é quase surreal! Aquela região toda é linda demais…

CUNHA
MERCADO MUNICIPAL DE CUNHA
FAZENDA ARACATU

Depois da estrada mega hiper sinistra sem noção, chegamos em Paraty. Nosso hotel era mara, em frente ao rio, super confortável e com um café da manhã sensacional. Fomos logo dar um rolê pelo centro histórico, bebemos umas caipirinhas [com marido gringo é assim!], conversamos com umas pessoas pelas ruas e ficamos olhando o movimento de pessoas, cachorros e alguns cavalos. É uma cidadezinha muito encantadora e rica em história!

Tem uma coisa que eu acho que realmente precisa fazer quando em Paraty: um passeio de barco! Vale super a pena, pois navegar é incrível e lhe possibilita conhecer vários lugares maravilhosos! Na avenida principal da cidade [Roberto Silveira] tem muitas agências onde comprar uma variedade enorme de passeios, não só de barco. Aliás é boa ideia ficar em Paraty por uns 3, 4 dias, pois tem muitas praias e ilhas espetaculares, além de passeios de jipe para visitar alambiques e cachoeiras, mergulho…muita coisa legal!

Os passeios de barco costumam durar meio dia e não eram nada caros – e ainda comemos um peixinho bem saboroso no barco! Nossa embarcação [uma escuna enorme] parou em 3 praias e 1 ilha, achei tudo paradisíaco e muito bonito, fiquei muito feliz em ter feito esta trip e mostrado todas estas maravilhas pro Richard. Façam passeios de barco em Paraty, é demais!

IGREJA NOSSA SENHORA DAS DORES
PRAIA VERMELHA
ILHA DO ARAÚJO

# TERCEIRO destino: ILHABELA

Entre Paraty e Ilhabela tem alguns lugares que decidimos parar e amamos: TRINDADE e PICINGUABA – dois lugares que há tempos eu já queria visitar! Vale a pena fazer um minúsculo desvio na estrada e visitar estes dois lugares especiais – só de dar uma voltinha, sentir o astral e respirar um ar diferente já estou satisfeita! Almoçamos em Picinguaba, no restaurante Petiscos Beira Mar: uma comida ‘caiçara’ da boa, recomendo!

TRINDADE
PINCINGUABA É UMA VILA PEQUENA E ENCANTADORA
PEIXE, MANDIOCA, PIRÃO E FAROFA DE BANANA – AMO!

Foi muito bom voltar à Paraty, mas no fim das contas, o lugar que mais me encantou nessa trip foi mesmo a Ilhabela: sempre acho que as ilhas tem um encanto e um astral especiais – alguém mais também acha? A ilha é muito grande e tem muitas praias lindíssimas para serem visitadas, algumas meio ‘selvagens’, onde só se chega com jipe ou até mesmo por barco. Como não tínhamos muitos dias, ficamos mesmo pelos pontos mais ‘básicos’ da ilha. Nos hospedamos na praia da ILHA DAS CABRAS, em frente a um visual paradisíaco. Essa praia é bem pequenina e muito charmosa, e a partir dela você pode dar a volta na ilha das cabras [de caiaque ou até stand up paddle].

NOSSA VISTA POR 2 DIAS
ILHA DAS CABRAS E SUAS ÁGUAS CRISTALINAS

Fim de tarde é super gostoso dar uma voltinha pela Vila e pelo Centro – estacione em algum lugar e saia a pé. No melhor esquema açaí – chopp – caipirinha – jantar. Mistureba boa! A orla por ali é super bonita – sabem aqueles lugares onde você sente um astral especial? Para quem quiser uma sugestão de restaurante em Ilhabela: Arumã Bar & Restautante – fica dentro do Shopping da Vila, no primeiro andar. Comida muito especial, cervejas interessantes e bom atendimento. Na Ilhabela achei também tudo muito caro [comida simples e 3x mais cara do que você pagaria em qualquer lugar, então se for para gastar, que seja com uma comida especial, right?].

NO CENTRINHO…
COXINHAS DE TAPIOCA!

As praias da Feiticeira e do Curral são lindas e vale a pena visitar as duas, já que ficam próximas, mas gostei mais da PRAIA DA FEITICEIRA [linda e muito sossegada!].

PÉ DE JACA CARREGADO, NO CAMINHO QUE LEVA À PRAIA DA FEITICEIRA
PRAIA DA FEITICEIRA

# VOLTANDO PARA SP E PARANDO PELO CAMINHO…

De Ilhabela à São Paulo…por que não um stop em SÃO SEBASTIÃO, já que você vai passar por lá mesmo: a cidade está muito bonitinha e vale uma caminhada rápida para ver os edifícios do centro histórico [gosto muito!] e até tomar um cafezinho coado acompanhado de pão na chapa com requeijão regional caseiro no agradável Pé de Café.

Para quem ainda tiver tempo, rola parar um pouco em JUQUEHY para almoçar e depois pegar um ‘atalho’ passando por Barra do Una [beirando o rio] para pegar a estrada de volta novamente. Como tínhamos lugar para ficar no GUARUJÁ, paramos lá por uma noite antes de chegar à São Paulo. Não é minha praia favorita em São Paulo mas é um lugar especial pra mim, onde frequento desde a minha adolescência e gosto muito do clima da cidade….onde se faz tudo a pé – e tem muitos lugarzinhos bons para comer: gosto do Quiosque do Avelino’s [do restaurante não gosto, só do quiosque, na praia de Pitangueiras], Delícias Árabes [na av. Mario Ribeiro, em Pitangueiras] e Dalmo Bárbaro [enseada].

SIMPLESMENTE AMO AS CASQUINHAS DE SIRI DO AVELINO’S, COM MOLHO DE ‘PIMENTA DE VERDADE’!

 

Saldo da viagem: 770km rodados, 7 dias felizes e nenhum quilo a mais – yes!

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